Capoeira Angola Palmares - Jequié (Uma breve história da Capoeira)

 

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Uma breve história da Capoeira

No período da colonização inicia-se o tráfico de escravos para a América, os negros eram aprisionados na África, trazidos e vendidos para o trabalho forçado em regime de completa escravidão. Para tornar o negro escravo, os escravistas suprimiam sua cultura, sua alma e torturavam. Interessavam apenas pelo corpo, sua força de trabalho. Esta situação desumana a que foi submetido o negro, não foi suficiente para suprimir sua condição de ser inteiro, de corpo e alma. A Capoeira nasce neste período (segundo alguns autores pelos escravos do grupo Bantú-Angoleses e Gongoleses), os negros a criaram para utilizá-la como luta no momento preciso para sua defesa e para os instantes de folga para se divertirem, para relaxar do trabalho forçado, as torturas e a condição de escravo. As perseguições iniciam-se, os senhores proibiam sua prática por vários motivos, nem sempre conscientes em suas mentes. · Dava ao capoeirista um sentido de nacionalidade; · Individualidade, auto-confiança; · Formava grupos coesos; · Formava jogadores ágeis e perigosos; · E, as vezes, no jogo, os escravos se machucavam, o que era economicamente indesejável. Desde o seu início a Capoeira foi perseguida, o capoeirista era considerado um marginal, um delinquente, em que a sociedade deveria vigiá-lo e as leis penais enquadrá-lo e puni-lo. Foram séculos de perseguição até quase os dias de hoje.

O Decreto-lei 487 acabou temporariamente com a Capoeira; muitos de seus adeptos permaneceram exilados em São Paulo, no interior, participando de trabalhos forçados. Após um recesso compulsório de quase 50 anos. Na década de 1930, se inicia um novo ciclo na história da Capoeira, nesta época a situação do país não era nada boa, estávamos em pleno regime de forças, e dentre as leis penais, existia uma que considerava os capoeiristas como delinquentes perigosos, a situação andava preta para os capoeiristas. Manuel dos Reis Machado, Mestre Bimba, nesta época foi convidado pelo interventor federal na Bahia, Juracy Montenegro Magalhães, a ir ao Palácio do Governo. Mestre Bimba ficou assustado, achou que seria preso. Para sua surpresa, o governador queria que se apresentasse com seus alunos para mostrar "a nossa herança cultural" para amigos e autoridades no Palácio do Governo. Em 09 de julho de 1937, Mestre Bimba consegue o registro de sua Academia, reconhecida pela Secretaria de Educação, Saúde e Assistência Pública, primeira academia reconhecida no país. Inicia-se a ascenção sócio-cultural, a Capoeira volta ao cenário cultural, está prsente na música, nas artes plásticas, na literatura, nos palcos. Termina a fase negra em sua história, onde a Capoeira e todas as formas de manifestações culturais ficaram totalmente marginalizadas pela sociedade, a Capoeira sobrevive, o negro preservou sua luta, e ao transformá-la fizeram-na brasileira. De nada adiantaram as perseguições, devemos aos negros essa capacidade de resistência e luta de sobreviver em condições as mais duras e difíceis.Entretanto vale lembrar que Mestre Bimba criou o estilo Regional. O estilo Angola teve em Vicente Ferreira Pastinha seu mais digno representanto. Agenor Sampaio, o Sinhôzinho, criou o estilo primitivo e sabe-se que viveu no Rio de Janeiro, apesar de ser baiano.

A Capoeira nos dias de hoje, vem adiquirindo maior número de adeptos de todas as raças e camadas sociais do Brasil e até de outros países. E é desses outros países que a Capoeira, devidamente ganha projeção mundial por ser uma arte em ritmos e movimentos que exprimem toda a criatividade de um povo que foi oprimido. Com todo esse desenvolvimento, a sociedade ainda desconhece os verdadeiros valores e as contribuições que podem advir do conhecimento e prática da Capoeira.

Produzido por
220 Capoeira



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